|
Muitas histórias vividas em casa centenária
06/07/2010 13:57:48
Adérico a e esposa Carmelinda posam para foto em frente à casa centenária
São muitas as casas construídas por imigrantes italianos que podem ser vistas por turistas ou por quem passa pelas estradas do distrito de Tuiuty. Mas há casas também que foram construídas distantes e continuam escondidas até hoje. Este é o caso da moradia de Adérico e Carmelinda Cagol, os atuais proprietários da casa que fica localizada na linha Rosário.
Adérico conta a história da casa que foi construída em 1890. “Meus avós Luidi Donim e Otilia Calgaro vieram de Veneza em 1968 chegando ao Brasil se instalaram próximo a Igreja do Rosário onde hoje mora Isidoro Baldo e ali moraram por cerca de 20 anos. Depois construíram esta casa, onde antigamente a localidade era chamada de quarta seção do Rio das Antas. As tabuas utilizadas para construir a casa vieram de balsa de Nova Prata”, explica. De acordo com Adérico, seus avôs tiveram quatro filhos, Ana, Adão, Ema e Tereza, todas na casa. Ema, a terceira filha do casal, é mãe de Adérico, que morou na casa até se casar. Após alguns anos por volta de 1949 voltou para casa com seu marido Silvério Cagol e seus seis filhos. O filho mais novo era Adérico que herdou os bens da família teve seus dois filhos e ainda mora com sua esposa Carmelinda. O casal conta um pouco das histórias que ouviram dos familiares que vieram da Itália. “Meu avô contava que levaram 45 dias para chegar ao Brasil, pois vinham de barco e ao chegar aqui tudo era verde, mas como eles tinham muita vontade de viver, foram derrubando o mato para poder plantar”. Conforme Adérico seus avós iam a cavalo ou de carroça até o muinho em Monte Negro para moer milho e trigo. “Meu avô Luidi contava que seu sogro gostava muito de caças e pescar, até porque na época as famílias viviam de caça e pesca. Meu falecido avô em 1925 matou uma anta em uma encruzilhada achando que era um bicho feros”, recorda das histórias. Além das histórias de seus avôs, Adérico conta algumas momentos vividos por ele. “Antigamente a vida era muito mais difícil que hoje, lembro quando eu e meu cunhado Orestes Trevisan ia até Tuiuty de mula com carga de cereais e de lá pegava a carroça e levava até Mario Bertarelo em São Pedro moer milho e trigo para o sustento da família, isso em 1954”, relembra Adérico. Ele conta ainda que ia a pé para a escola em São Luiz das Antas. “A gente ia de pés descalços saia às 6h 40min e chegava lá às 7h 30min, e quando se aproximava da escola colocava a sandália”, relata. O casal Adérico e Carmelinda recebeu a redação do Jornal de Tuiuty com muito carinho, enquanto seu Adérico relembrava histórias contadas por seus antepassados, Dona Carmelinda fazia um delicioso almoço. O casal ainda nos tempos de hoje vive nas tradições de seus pais. “Eu sempre gostei muito de cozinhar, mas quando me casei trabalhava na roça com Adérico, e minha sogra era quem cozinhava depois eu comecei a preparar o almoço. Muitas coisas aprendi em casa com minha mãe, mas minha sogra também me ensinou bastante. E ainda sigo as tradições da família, mato e limpo a galinha, o porco, tiro o leite da vaca, faço a massa caseira, e ainda preparo toda a comida no fogão a lenha”, revela Carmelinda.
Notícias Relacionadas
Escola São Valentim encerra 1ª - 03/08/2010 Ser avó é ser mãe duas vezes - 03/08/2010 Coleta de Embalagens de agrotóxicos bate recorde - 03/08/2010 Dia do Amigo é comemorado na Escola Ângelo Chiamolera - 03/08/2010 Posto de Saúde de Tuiuty oferece cantinho da amamentação - 03/08/2010 É época de preparar o parreiral - 03/08/2010 Solidariedade é tema de trabalhos da Escola Ângelo Salton - 03/08/2010 Molekoteka foi atração da Escola Floriano Peixoto - 03/08/2010 Flamengo acerta os últimos detalhes para a estreia no Estadual de Amadores - 03/08/2010 |
|
